Sumaré Intensifica da Fiscalização de Trânsito na cidade, principalmente na Região do Maria Antonia, visando coibir a circulação de caminhões de lixo sem as condições mínimas de segurança e higiene – entre outras infrações. A intenção é evitar o derramamento involuntário de chorume por uma parcela destes caminhões que trafegam pela malha urbana de Sumaré e que não atendem às condições mínimas exigidas.
Tratam-se de veículos pesados que transportam lixo doméstico recolhido em outras cidades da região até o Centro de Gerencialmente de Resíduos (o Aterro Controlado) da Estre Ambiental, situado já em território de Paulínia.
Também nesta segunda, a prefeita e o secretário municipal de Governo, João Alberghini Sobrinho, receberam para uma reunião de trabalho o diretor da Estre, Alberto Fissore Neto, e solicitaram que a empresa intensifique a limpeza dos resíduos derramados pelos caminhões de coleta nas vias utilizada para acessar o Aterro Controlado, principalmente na Área Cura.
Foi solicitado também que a Estre viabilize novos acessos à sua área e que ela própria fiscalize e não permita a entrada, no seu Centro de Gerencialmente, de veículos sem as condições mínimas de segurança e limpeza.
Segundo Fissori Neto, já são cerca de 30 cidades utilizando-se dos serviços prestados pela Estre, de destinação adequada de resíduos sólidos. “Nosso Aterro Controlado recebe cerca de 5.000 toneladas de resíduos por dia, principalmente das cidades de Campinas, Sumaré, Americana, Hortolândia, Valinhos, Vinhedo, Itatiba e do Consab (consórcio ambiental intermunicipal de destinação de resíduos sólidos domésticos formado por Cosmópolis, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Conchal e Holambra)”, explicou.
FISCALIZAÇÃO
A fiscalização dos caminhões que trafegam pelo Maria Antonia deve acontecer na forma de blitze, abrangendo principalmente locais como a Rua Lindário Constantino Parmegiani, no Parque Itália, e a própria Avenida Vereador Antonio Pereira de Camargo Neto (antiga “Avenida Eletrometal”), que dá acesso ao Jardim Dall’Orto e demais bairros da região.
A força-tarefa pode incluir, eventualmente, equipes das secretarias de Meio Ambiente, Serviços Públicos, Mobilidade Urbana (Departamento de Trânsito), Obras (Fiscalização), Segurança (Guarda Civil Municipal) e Saúde (Vigilância Sanitária).
Os fiscais de cada secretaria ficarão responsáveis por avaliar os itens que cabem às respectivas pastas, bem como por expedir, no próprio local, os autos de infração de acordo com as leis municipais que tratam de assuntos como documentação do veículo, irregularidades ambientais e eventual descarte de material em via pública. As multas e prazos para recorrer são específicos e estão previstos em cada lei.
“O derramamento de chorume configura crime ambiental de acordo com a Lei Municipal 5.274, que trata do impacto ambiental de empreendimentos e atividades. A poluição ocasionada pelo odor exalado pelo chorume atrapalha o bem estar do morador da região e, ao escorrer em via pública, configura como crime ambiental passível de multa que pode chegar a quase R$ 2 mil”, explicou Moisés Paschoalin, secretário de Defesa, Proteção e Preservação do Meio Ambiente de Sumaré.
Os moradores devem continuar colaborando com a Administração Municipal, por meio de denúncias utilizando o telefone da Ouvidoria Municipal: 0800 770 0770.
O CHORUME
O chorume é um líquido de cor escura que contém alta carga poluidora, originado de processos biológicos químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos. Este processo, somado com a ação da água da chuva, se encarrega de penetrar no solo, contaminando-o.
