Abaixo-assinado com 28 mil assinaturas pró-viaduto

A prefeita de Sumaré, Cristina Carrara, entregou na tarde desta quinta-feira, 11 de dezembro, ao secretário adjunto da Cultura do Estado de São Paulo, Sergio Tiezzi, os primeiros 13 volumes encadernados com as folhas originais do abaixo-assinado pró-viaduto Centro/Nova Veneza, contendo quase 28 mil assinaturas. O material foi encabeçado por um ofício da própria prefeita, ressaltando os motivos que levam a cidade a desejar e defender o projeto, fruto de um pedido da própria Cristina ao governador Geraldo Alckmin e desenvolvido pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). A campanha ganhou o nome de “Viaduto: Eu Quero!”.

abaixo-assinado

A prefeita foi acompanhada pelos presidentes da Associação Pró-Memória, Roberto Cordenonsi, e do Condephaea (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Etnológico e Ambiental de Sumaré), Carlos Henrique Nascimento – ambos órgãos municipais favoráveis ao viaduto na Avenida José Mancini.


“Este é o número de pessoas que aderiram espontaneamente, apenas nos primeiros cinco dias de coleta, ao abaixo-assinado deflagrado no último dia 6 de dezembro de 2014 junto à nossa comunidade. As folhas deste abaixo-assinado foram subscritas por moradores de todos os bairros, de todas as regiões da cidade, demonstrando que este é um desejo unânime e universal do nosso povo”, afirmou a prefeita.

Além das exatas 27.935 manifestações favoráveis recebidas por escrito até as 11 horas desta quinta no Gabinete (já descontando as assinaturas que não foram acompanhadas pelo número do RG do cidadão), também compuseram a documentação levada à capital outros 20 ofícios de apoio à causa, recebidos de diversas entidades assistenciais, clubes de serviços e associações de classe – incluindo o Conselho Municipal de Saúde, Condephaea, Câmara Municipal de Vereadores (Moção nº 202/2014) e Associação Pró-Memória, entre outras.

“Tais ofícios demonstram a pluralidade do apelo aqui contido, e trazem fortes argumentos a favor da aprovação do projeto – dos quais destacamos os dos órgãos da preservação da nossa História e do Conselho Municipal de Saúde. No caso específico da Saúde Pública, cabe ressaltar que nossa única UPA – Unidade de Pronto Atendimento 24h fica de um lado destas barreiras naturais (linha férrea e Ribeirão Quilombo), sujeitando o próprio socorro médico prestado por ambulâncias e viaturas de resgate aos congestionamentos neste único acesso à Região Central e elevando o tempo-resposta de socorro médico, o que pode, em última análise, custar vidas humanas”, ressaltou Cristina Carrara no documento.

O novo viaduto Centro/Nova Veneza, em Sumaré/SP, que vai ligar a Avenida José Mancini à Avenida da Amizade, passando ao lado da tombada Subestação de Energia Elétrica que servia à antiga Estação Ferroviária de Rebouças, por sobre a linha férrea da extinta FEPASA e por sobre o Ribeirão Quilombo. O pedido de transposição da Subestação, um bem tombado no âmbito estadual ano passado, foi rejeitado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) em novembro, mas a EMTU apresentou um recurso à Secretaria da Cultura.

A CAMPANHA

A campanha “Viaduto: Eu Quero!” visa demonstrar aos órgãos estaduais do patrimônio histórico que a cidade precisa e quer a construção do novo viaduto. A proposta da EMTU visa desafogar o trânsito na “entrada” da cidade, congestionado por causa das duas “barreiras naturais” que existem neste acesso – a linha do trem e o Ribeirão Quilombo. A proposta da empresa estadual inclui também a revitalização da área tombada da Subestação, e sua utilização como área de Lazer e Cultura. Em 2013, em atendimento a um pedido da prefeita Cristina Carrara, o governador Geraldo Alckmin anunciou a obra, para qual já estão reservados R$ 75 milhões em recursos do Governo do Estado.

A versão mais recente do projeto passa ao lado da antiga Subestação de Energia Elétrica de Rebouças, situada no final da Avenida José Mancini, e liga o Centro à Avenida da Amizade – onde será construído, também pela EMTU, o novo Terminal Rodoviário de Sumaré. A realização da obra depende agora só da aprovação do projeto pelos órgãos do patrimônio histórico.