No ano de 2020, durante a pandemia, o ator, diretor e Gestor Cultural Diego Trevisan foi diagnosticado com câncer. Como forma de enfrentar o isolamento e própria doença, ele decidiu se jogar em uma jornada interna e escrever sobre o seu cotidiano, com reflexões sobre o oceano de ódios e amores. O resultado desses três anos de tratamento acaba de se transformar em três curta-metragens, que retratam um caminho de cura, cheio de dor, sofrimento e resiliência.
“A Cura dos Corpos”, “Será que Ele Gosta de Mim? E “Vai dar Tempo”, com duração de aproximadamente 25 minutos cada serão oficialmente lançados ao público convidado neste sábado, 29 de março, durante exibição especial no Cineflix Shopping Park City Sumaré.
As obras dirigidas por Trevisan, com participação do diretor de Fotografia o Edson Junior, têm como proposta principal provocar e despertar reflexões do público. “A exibição dos curtas representa não apenas um evento cinematográfico, mas também uma celebração da diversidade, resiliência e da arte como meio de transformação social. Imperdível para os amantes do cinema e para todos que buscam histórias inspiradoras e relevantes”, explica o diretor.
“A Cura dos Corpos” é um curta que mostra a jornada de Trevisan, um jovem diagnosticado com câncer, em busca de esperança e cura. O filme, baseado em experiências reais, utiliza registros em vídeo, áudios e mensagens para criar uma narrativa tocante sobre a luta contra a doença e a importância da arte, espiritualidade e comunidade no processo de cura.
Já o “Será que Ele Gosta de Mim?” aborda temas contemporâneos e essenciais sobre identidade de gênero e diversidade sexual, centrando-se na história de um menino trans. O curta-metragem oferece uma reflexão sobre a adolescência e as experiências de autodescoberta e amor, destacando a urgência de visibilidade e aceitação em uma sociedade que ainda marginaliza pessoas trans. Roteirizado pelo premiado Danilo Pessôa.
Por fim, “Vai dar Tempo”, é um filme de comédia, que explora a amizade e a importância de enfrentar desafios com coragem. Inspirado na estética vibrante de Pedro Almodóvar, o filme acompanha a personagem Josefa, criando uma atmosfera de tensão e humor. A narrativa enfatiza a necessidade de aproveitar o presente e valorizar as relações e oportunidades da vida.
Trevisan iniciou sua carreira artística aos 13 anos, integrando o Grupo Experimental Maktub em 1998, onde permaneceu por seis anos. Formado em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), ele se destacou em pesquisas importantes como o Projeto Indícios do Corpo Pós-Moderno, coordenado pelo Professor Doutor Aguinaldo de Souza.
Em 2008, Diego fundou o Grupo Teatral CIA 7 e, ao longo dos anos, consolidou-se como uma figura influente na cena artística e cultural. Como gerente de desenvolvimento cultural da Secretaria de Cultura de Sumaré, coordenou eventos marcantes e, de 2016 a 2018, atuou em curtas-metragens e apresentou o programa web “Na Metrópole”. Recentemente, dirigiu e atuou em comerciais publicitários, mantendo-se sempre ativo e inovador.
