O calor intenso deste Verão 2015, combinado com o baixo e atípico volume de chuvas, são motivo de preocupação para o Corpo de Bombeiros Municipal, mantido pela Prefeitura de Sumaré. O tempo seco, mais comum no Inverno, aumenta o risco de focos de incêndios. Normalmente, há um aumento de 41% nas ocorrências desse tipo durante a estiagem de meio de ano – mas agora o risco existe em pleno mês de janeiro.
Neste ano de 2015 já houve um incêndio em Sumaré. “A Corporação está atenta a possíveis novos focos de incêndios. O clima seco favorece o surgimento de queimadas. O resultado não é só prejuízo ambiental, mas também diminui a qualidade do ar, o que prejudica muito a saúde das pessoas”, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, Laércio Sant’Ana Júnior.
Durante períodos de estiagem, ocorre a diminuição da URA (Umidade Relativa do Ar), provocando seca, ampliando a probabilidade de focos de incêndios e aumentado o nível de emissão de poluentes na atmosfera, como o monóxido de carbono.
Há casos em que o foco de incêndio ocorre de maneira natural, ou seja, pela radiação solar em materiais refletivos (papeis de bala, papel alumínio, vidros quebrados). A energia da radiação solar em contato com o material combustível, geralmente o mato ou as folhas, que estão secos, iniciam o processo de combustão ou queima. E imprescindível extinguir o foco no início ou, se a situação estiver fora de controle, acionar urgente o Corpo de Bombeiros.
O outro tipo de situação é com o fator humano, geralmente pela queima em terrenos baldios. Como a existência de focos de incêndios aumenta a emissão de poluentes, provocando a contaminação das pessoas pela fumaça, o melhor a ser feito é tomar medidas simples e que evitam as queimadas de uma maneira geral.
“A orientação é para a população não jogar bitucas de cigarros e fósforos em terrenos, estradas e rodovias; não jogar lixo em local inadequado; evitar queimadas de terrenos baldios ou vazios; e não queimar lixo e entulhos. Pedimos a colaboração de todos”, sugere repetidamente o comandante.
A Lei Municipal 5.073/ 2010 proíbe a queima de terrenos baldios ou vazios. Os infratores estão sujeitos à multa, que varia de R$ 500,00 a R$ 3.000,00, dependendo da infração cometida. Denúncias podem ser feitas de forma anônima para o telefone da secretaria de Meio Ambiente (19) 3828-4775 ou para o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.
RMC*
Em 2014, em função do longo período de chuvas abaixo da média, as queimadas triplicaram na RMC (Região Metropolitana de Campinas), de acordo com o Centro de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciai (Inpe), que registra os números por meio de satélite. Foram 695 focos em áreas verdes. O total foi muito acima dos 192 incêndios registrados em 2013.
Porém, é possível que esses números sejam maiores, pois os satélites contabilizam apenas queimadas com 30 metros de frente de fogo por um metro de largura. Os focos menores escapam dos equipamentos. As grandes áreas públicas foram as mais atingidas, como o minipantanal, localizado entre Americana e Paulínia e a mata da Fazenda Santa Elisa, no Centro Experimental do Instituto Agronômico de Campinas.
Em Sumaré, o satélite registrou 25 focos de incêndios em 2014; em 2013 o número foi 20. A cidade com aumento recorde da região foi Campinas, com 209 ocorrências em 2014 e 26 em 2013.
* Com informações do jornal Correio Popular.
