Connect with us

Nossa Cidade

Documento mais antigo da história de Sumaré, por Pró Memoria Sumaré

Publicado

em

Num documento chamado Carta de Sesmaria está a primeira referência ao Ribeirão Quilombo, o curso de água que atravessa Sumaré até os dia de hoje, e em cujas margens nasceu a cidade. Essa sesmaria foi doada em 1799. Esse é, até agora, o documento mais antigo da história de Sumaré. Nessa época, já existia a cidade de Campinas, que em 1797 tinha 2 mil habitantes. O Brasil ainda era colônia de Portugal.


Na própria região do Quilombo houve várias sesmarias. A região do Quilombo era formada por todas as terras próximas do Ribeirão do mesmo nome, de Campinas até Americana atual. Quando o dono de uma sesmaria falecia, ela era dividida em fazendas entre seus herdeiros. As fazendas mais antigas de Sumaré têm essa origem, como, por exemplo, as fazendas Candelária, Palmeiras, São Francisco, Quilombo, Paraizo, Sertãozinho e outras.


Aí pelos anos de 1850, as fazendas da região de Campinas (hoje Barão Geraldo, Betel, Joaquim Egídio, Valinhos, Paulínia, Sumaré e outras) produziam muito café. Era a região maior produtora de café do Brasil. Nas fazendas, quase todo o trabalho era feito pelos escravos, embora houvesse também trabalhadores livres, geralmente imigrantes.


Em 1872 foi inaugurada a Estação Ferroviária de Campinas, ligando-a ao porto de Santos. O transporte das mercadorias ficou mais fácil e barato. Foi então que os fazendeiros de Rio Claro, Santa Bárbara, Limeira, Piracicaba e região resolveram construir também eles uma ferrovia que passasse perto de suas fazendas, para transportar o café. Assim, em 1875, foi inaugurado o primeiro trecho da ferrovia Campinas-Santa Bárbara d’Oeste, que depois chegou até Rio Claro. Entre Campinas e Santa Bárbara a Companhia Paulista construiu uma estação, que foi chamada Estação de Rebouças. Era o ano de 1875. Esse nome foi dado em homenagem ao engenheiro responsável pela construção da ferrovia, Antonio Pereira Rebouças Filho, que tinha morrido no ano anterior, quando trabalhava na construção da estrada.


Ao redor da estação foram então aparecendo algumas casas. Logo depois, as ruas e o povoado. As ruas eram as atuais Avenida Sete de Setembro, Ruas Bandeirantes, Antonio Jorge Chebabi e Antonio do Valle Mello. Era uma cidade que nascia. No começo o povoado se chamava Estação do Rebouças, depois Vila Rebouças, depois simplesmente Rebouças.


Em 1889, no mesmo ano da proclamação da República, foi inaugurada a primeira capela. Ela ficava 200 metros acima da Estação, onde hoje está a imagem do Cristo, na Praça da República. A igreja Matriz atual foi inaugurada em 1950, e desde o começo levou o nome de San’Ana., padroeira do Município.

A CIDADE CRESCE

Aos poucos Rebouças foi crescendo. A vida era mais rural que urbana. Os primeiros moradores eram portugueses e italianos, ou descendentes deles. Na vila foram aparecendo armazéns de secos e molhados, ou vendas, como eram chamados, padaria, açougue, oficina de ferrar cavalo, máquina de beneficiar arroz e café, fábrica de bebidas, loja de armarinhos, farmácia….
Na zona rural havia engenhos de pinga e açúcar, serrarias, monjolos, moinhos de fubá, olarias, sem contar as fazendas que produziam café, algodão e gado.


Os primeiros imigrantes portugueses de Rebouças pertenciam à família Valle Mello, Raposeiro, Pereira, Aranha, Miranda, Teixeira, Leite, Duarte e outros. Os imigrantes de origem italiana eram da família Noveletto, Guidotti, Biancalana, Franceschini, Foffano, Bosco, Basso, Breda, Montanher, Menuzzo, Ravagnani e outros. Vieram também alguns imigrantes russos, alemães, austríacos, espanhóis, norte-americanos e outros.


Rebouças pertencia a Campinas. Em 1909 tornou-se Distrito de Paz, tendo então seu primeiro Cartório, onde se faziam os casamentos civis e o registro de nascimento e de óbitos. Nessa época a população era de mais ou menos 300 pessoas. Em 1910 já havia escola, subdelegacia de polícia, cadeia, banda de música e subprefeitura (1913).


O prédio onde funcionava a subprefeitura existe até hoje, pertence ao patrimônio público e fica na Praça da República número 102. Até 1930 Rebouças tinha menos de 1.000 habitantes, umas 250 casas, 5 ruas e o largo da Matriz.

REBOUÇAS VIRA SUMARÉ

Em 1945 Rebouças mudou de nome e passou a se chamar Sumaré. É que saiu uma lei federal proibindo daí para frente a existência de duas cidades com o mesmo nome. Como havia outra Rebouças no Paraná, os moradores daqui resolveram procurar outro nome. Sumaré é o nome de uma orquídea amarela, com pequenas manchas marrons, muito comum na redondeza. Hoje ela é quase desconhecida por aqui.


Até 1991 o município de Sumaré era formado por três núcleos de povoamento: Nova Veneza (que incluía o Matão e a Área Cura de hoje), Hortolândia e a cidade de Sumaré.


Sumaré foi crescendo e se desenvolvendo. Em 1953 ficou independente de Campinas e logo elegeu o primeiro prefeito e os primeiros vereadores. Como muitas indústrias vieram se instalar no município, vieram também milhares de pessoas para Sumaré à procura de trabalho. São os migrantes, em geral de baixa renda. A grande explosão demográfica dessas décadas ajuda a entender, em parte, os graves problemas que hoje Sumaré enfrenta, sendo o principal deles a violência.


A população da cidade, que era de 10.000 habitantes em 1960, passou para 23.000 em l970, 101.000 em 1980 e 226.000 em 1991 (com Hortolândia). Hoje (2005) Sumaré tem perto de 270.000 habitantes, incluindo Nova Veneza e Matão.


Sumaré continua sendo um município muito industrializado. Quase toda a sua riqueza provém das indústrias grandes e pequenas. Mas, até 1950, aproximadamente, a riqueza de Sumaré vinha da lavoura e da pecuária. Aqui se produziu muito café, milho, batata, arroz, algodão, tomate estaqueado, cana-de-açúcar e soja, como também muito gado bovino, suíno e aves.


No final da década de 1990 o comércio cresceu muito nos últimos anos, com a chegada de grandes lojas e magazines.
Em 1991 o distrito de Hortolândia emancipou-se de Sumaré, levando com ele cerca de 65% da arrecadação do município.

SUMARÉ ATUAL

Sumaré fica a leste do Estado de São Paulo e limita-se com Hortolândia, Campinas, Santa Bárbara, Nova Odessa, Monte-Mor e Paulínia. O município é dividido em 6 distritos: distrito-sede, Nova Veneza, Picerno, Maria Antônia, Área Cura e Matão. A população atual é de 270.000 habitantes e sua área é de 153,4 km².


A altitude do município varia entre 550 e 625 metros acima do nível do mar. O relevo é levemente ondulado. O clima é temperado e as chuvas são regulares. O município se localiza geograficamente na zona da Depressão Periférica Paulista. Economicamente está no centro da região mais desenvolvida do Estado, exceto a Região Metropolitana de São Paulo.


Apesar dos graves problemas sociais que afetam o município, Sumaré é uma cidade privilegiada: fica perto de cinco grandes Universidades (UNICAMP, PUC, UNIMEP, MACKENZIE e UNISAL), fica próxima do aeroporto internacional de Viracopos, é servida por uma ferrovia (RUMO, que explora o transporte de cargas), duas importantes e ótimas rodovias (Anhanguera e Bandeirantes) e está próxima da Rodovia D. Pedro, que dá acesso ao litoral e ao interior de Minas, além das rodovias que ligam o município a Monte Mor, Nova Odessa e Paulínia.


É vizinha do município de Campinas, que possui três Universidades e um complexo hospitalar e tecnológico de primeiro mundo.
Mesmo com a perda do distrito de Hortolândia, que levou junto uma altíssima arrecadação de tributos, Sumaré continua a ocupar uma posição de destaque no cenário regional e estadual. É o segundo município da Região Metropolitana de Campinas em população, e o terceiro em arrecadação. A RMC, como é popularmente chamada, congrega 20 municípios.


Sua localização privilegiada credencia o município a continuar sua expansão econômica, pelo fato de também possuir uma extensa área ainda a ser explorada no eixo em direção à Rodovia dos Bandeirantes.

Nossa Cidade

Vera Cruz Hospital anuncia instalação de Pronto Atendimento em Sumaré

Publicado

em

Por

Uma excelente notícia para a população de Sumaré! O Vera Cruz Hospital, com 75 anos de tradição em Campinas, manifestou interesse em instalar uma unidade em solo sumareense.

A notícia foi confirmada no último dia 15 pelos representantes do hospital Kesi Gomes (Diretor de Mercado) e o Aguinaldo Catanoce (Diretor Técnico), durante visita ao Paço Municipal. Eles foram recebidos pelos secretários Claudio Padovani e Rafael Virginelli, de Desenvolvimento Econômico e Saúde, respectivamente. A proposta, num primeiro momento, é inaugurar até o final do ano um Pronto Atendimento. Os casos de alta complexidade seriam encaminhados para Campinas. Dois lugares estão sendo pleiteados para a implantação do PA: um imóvel situado na área do PIB, logo na entrada da cidade, e um prédio localizado em Nova Veneza.

“Eles querem se instalar em Sumaré e queremos trazer o Vera Cruz para cá, pois será mais uma opção ao sumareense. Vamos fazer o possível para que isso aconteça”, disse o secretário Claudio Padovani.

Sumaré será a segunda cidade da RMC a contar com uma unidade avançada do Vera Cruz Hospital. A primeira foi instalada em Indaiatuba. “O Vera Cruz é referência na qualidade de seus serviços, com um atendimento humanizado que valoriza a vida em primeiro lugar. Instalar um Pronto Atendimento em solo sumareense faz parte do nosso plano de expansão regional”, explicou Kesi Gomes.

O Vera Cruz Hospital oferece o que há de mais moderno em tratamentos de saúde. Conta com uma equipe altamente capacitada, formada por mais de 1,5 mil médicos autorizados ao atendimento e cerca de 1,1 mil funcionários que prestam um serviço humanizado, com o suporte das mais modernas instalações e os mais avançados equipamentos.

“Agradecemos à direção do Vera Cruz por acreditar no potencial da nossa cidade e colocamos a nossa Secretaria de Saúde à disposição”, comentou Virginelli.

Continue Lendo

Nossa Cidade

Setembro Amarelo em Sumaré conta com Tenda informativa na feira noturna do Macarenko

Publicado

em

Por

O movimento de conscientização alusivo ao Setembro Amarelo continua em Sumaré. Nessa quarta (23) a Tenda informativa esteve na feira noturna do Macarenko, orientando os moradores. Este ano, por causa da pandemia e do isolamento social, os trabalhos preventivos ao adoecimento mental foram reforçados, devido à necessidade da atenção à saúde das pessoas.

A Prefeitura de Sumaré, por meio das Secretarias Municipais de Saúde e de Inclusão e Assistência Social, intensificou as ações junto aos moradores. As palestras, teatro e orientações ocorrem tanto nas unidades de saúde como no CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas), localizado na região do Picerno. A BEM (Base de Excelência da Mulher) também ofereceu um trabalho especial junto as usuárias, com explicações e orientações em vídeos.

Diversas atividades continuam nas USFs (Unidades de Saúde da Família), UBS (Unidades Básicas de Saúde), CAPS e NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família), incluindo palestras, orientações, bate-papo individual e confecção de cartazes motivacionais.

As equipes municipais estão sempre prontas para ouvir, acolher, apoiar e realizar os cuidados e encaminhamentos necessários. No encerramento da programação, dias 29 e 30, acontecerão sessões de Psicoterapia com agendamento dos horários.

“Neste Setembro Amarelo, reconhecido como mês de Prevenção ao Suicídio, reforçamos o alerta e a necessidade de conscientização da população, pois o suicídio é um problema de saúde pública. É extremamente importante identificar as pessoas que precisam de cuidado nesse sentido e encaminhá-las para tratamento nas unidades de Saúde do Município”, explicou o secretário de Saúde, Rafael Virginelli.

Como parte da programação, a Prefeitura inaugurou no último dia 10 o Espaço de Cuidado Integral ao Trabalhador da Saúde (ECITS), ao lado do PA Nova Veneza. Assim como o nome, a unidade vai oferecer atendimento de práticas integrativas aos servidores do setor de saúde do Município, ou seja, será um grande apoio a essa categoria profissional que tem atuado na linha de frente nesse período de pandemia do coronavírus.

Realizado desde 2015, o Setembro Amarelo foi criado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Durante o mês, monumentos em diferentes cidades também adotam a cor amarela em suas fachadas para dar visibilidade à causa. A cor amarela, segundo o site do CVV, representa a luz e o sol, simbolismo que reflete a proposta da campanha de preservar a vida.

O mês foi escolhido em razão do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, celebrado todo ano em 10 de setembro. A data é organizada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio com o respaldo da Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo do dia é conscientizar as pessoas ao redor do mundo que o suicídio pode ser evitado.

Continue Lendo

Nossa Cidade

Em Sumaré, investimentos em infraestrutura e mobilidade garantem mais segurança e fluidez ao trânsito

Publicado

em

Por

Em 25 de setembro é celebrado o “Dia Nacional do Trânsito”, instituído a partir da criação do Código de Trânsito Brasileiro em setembro de 1997. Em alusão à data, a Prefeitura de Sumaré, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Rural (SMMUR), lembra os principais investimentos e as ações de reestruturação no setor, visando a segurança, a conscientização social sobre a prevenção de acidentes e a melhoria da qualidade de vida de toda a população.

Nos últimos anos, o Departamento Municipal de Trânsito passou a contar com novas viaturas. Cinco novas Fiat Strada foram entregues em 2018 para reforço na fiscalização do trânsito e do transporte público.

“Com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos colaboradores municipais e qualificar o atendimento aos moradores, os agentes de trânsito participaram de diversos cursos de capacitação e receberam novos uniformes. Itens mais modernos que garantem bem-estar durante a realização do trabalho”, destaca o secretário da pasta, José Aparecido Ribeiro Marin.

A Prefeitura também segue trabalhando na recuperação da sinalização de trânsito em todas as regiões da cidade. A pintura do solo é realizada diariamente em ruas recém-recapeadas ou promovendo a revitalização em locais onde a pintura encontra-se desgastada. A SMMUR também faz a demarcação de vagas para pessoas com necessidades especiais e a instalação de placas indicativas – sinalização vertical.

No transporte público, novas linhas de ônibus municipal foram implantadas para melhor locomoção dos moradores. Alguns itinerários também foram adequados a fim de reduzir o tempo de percurso e aumentar o número de viagens diárias, a exemplo da linha 120 (Terminal Saudade/Picerno) que, em junho desse ano, passou a ter trajeto corrido, sem tempo de espera.

Em outro grande investimento para proporcionar mais segurança a motoristas e pedestres, a Prefeitura de Sumaré, por meio da Secretaria de Obras, mantém desde 2017 o seu Programa de Recape Contínuo (PRC), levando asfalto novo a todas as regiões da cidade. São mais de 500 mil m² de pavimento asfáltico recuperado, beneficiando mais de 200 ruas nos últimos anos. Investimento que conta com recursos municipais próprios e também de emendas parlamentares apresentadas pelo deputado estadual Dirceu Dalben, na ordem de R$ 4,6 milhões.

Cidade Mirim de Trânsito

A conscientização para um trânsito seguro é assunto tratado desde cedo, em mais um investimento na educação dos alunos de Sumaré. A Prefeitura desenvolve projetos extraclasse que auxiliam e contribuem para o ensino de qualidade, a exemplo da “Cidade Mirim de Trânsito”, uma réplica das vias públicas de trânsito, atendendo às redes municipal e estadual de ensino, Proeb, Ongs e municípios vizinhos (no momento, as visitas estão suspensas por conta da pandemia do coronavírus).

O trabalho ė realizado por pedagogos e recreacionistas da Secretaria Municipal de Educação, com coordenação da professora Fernanda Moranza. O objetivo é oferecer aos alunos uma aula prática e vivenciada na ciclovia para que compreendam a importância das regras de trânsito para segurança de todos.

Continue Lendo