terça-feira, julho 27, 2021
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Família de aeromoça morta acredita na participação de uma terceira pessoa

A família da comissária de bordo Michelli Martins Nogueira, de 31 anos, encontrada morta dentro de uma mala às margens de um rio em Nazaré Paulista, acredita na participação de uma terceira pessoa no crime, segundo afirmações do irmão da aeromoça, Ivan Alves Nogueira. O principal suspeito de ter matado Michelli é seu marido, Julio César Arrabal, de 40 anos, encontrado enforcado dentro da residência do casal, em Sumaré.

De acordo com Nogueira, uma nova perícia foi realizada na residência e novas evidênciasforam encontradas. “Foi realizado uma segunda perícia na casa, pois muita coisa passou despercebida na primeira”, comentou.

Sobre a participação de uma terceira pessoa no assassinato de sua irmã, encontrada com hematomas na casa e um corte no abdômen, Nogueira afirma que além da família, a polícia levantou a possibilidade. “O delegado de Nazaré Paulista comentou que existia a possibilidade da participação de uma terceira pessoa. Contratamos um advogado para nos dar um suporte no caso, pois estamos desorientados”, afirmou o irmão.

“Amanhã (hoje) daremos o depoimento a partir das 10h na Delegacia de Sumaré. Eu acredito na participação de uma terceira pessoa, mas posso estar enganado. Só vou me calar quando tiver o resultado da perícia, pois eles que vão dizer se existe uma terceira pessoa ou não”. “Prefiro me assegurar com o resultado da perícia”, completou Nogueira.

Ele afirma que não é o único da família que crê nessa possibilidade. “Meus irmãos também acreditam em uma terceira pessoa. Eles falam que ele se esfaqueou primeiro. Hoje nos disseram que ele deu pequenas facadas no peito, você acha que ele, que estava descontrolado, iria se ferir, tomar banho, trocar de roupas e depois se enforcar?”, indagou Nogueira.

“O perito achou sinal de alguém ter subido no muro. No dia, eles quebraram o cadeado com o martelo, ninguém pulou. As marcas dão indícios de que alguém pulou de dentro para fora, como se fugisse”, afirmou.

O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil de Nazaré Paulista e de Sumaré, através do 2º Distrito Policial. A reportagem tentou contato com o delegado Marcelo Moreschi, mas ele não foi encontrado.

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