Fim da tarifa mínima de água e esgoto

Em sessão realizada nesta sexta-feira, dia 06 de janeiro, os vereadores aprovaram por unanimidade o projeto de Lei nº 01 de 2017, que dispõe sobre o fim da cobrança da tarifa mínima de 10 m³ de água e esgoto. Esta foi a primeira matéria enviada ao Legislativo pelo novo prefeito, Luiz Dalben, e o vice Henrique Stein Sciascio (conhecido como Henrique do Paraíso). Além do fim desta cobrança, a lei também estipula o fim da instalação de mais de um hidrômetro em um mesmo lote, sem a devida autorização do proprietário.

“A gente acredita que o cidadão deve pagar somente por aquilo que consome. Não é justo que o povo de Sumaré pague a tarifa mínima, sendo que, muitas vezes, não chega a utilizar os 10 metros cúbicos. Além disso, a Odebrecht Ambiental não vem oferecendo um serviço de qualidade ao cidadão. Somos contra a concessão e estamos cumprindo nosso compromisso de campanha em relação ao que a Odebrecht vem realizando”, justificou o prefeito, Luiz Dalben.

Atualmente, todos os meses, os sumareenses têm que pagar a tarifa mínima de 10 m³, mesmo que tenham consumido menos que essa quantidade. Para o vice-prefeito, Henrique do Paraíso, “esta cobrança excessiva até incentiva o desperdício de água pelo cidadão, que não vai se esforçar para economizar água sabendo que no fim do mês será cobrado, mesmo se não consumir os 10 metros cúbicos”, afirmou.

A Lei nº 01 de 2017 estipula que, a partir de agora, a tarifa mínima cobrada pela Odebrecht Ambiental não poderá exceder o volume de 5 m³ de consumo de água, esgoto e tratamento. A antiga gestão concedeu o aumento da cobrança da tarifa mínima de 5 m³ para 10 m³.

A Lei aprovada nesta sexta-feira também dispõe sobre o fim da instalação de dois ou mais hidrômetros em um mesmo lote, como a Odebrecht vem fazendo em locais que possuam mais de uma unidade habitacional (por exemplo, casa de frente e dos fundos). A instalação de mais aparelhos só poderá ser feita com aval do proprietário.