Operação Coffee Break: Ex-secretário de Sumaré é preso pela PF
Ex-secretário de Sumaré é preso na 4ª fase da Operação Coffee Break
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (12) a quarta fase da Operação Coffee Break, que investiga fraudes em licitações na área de educação no interior de São Paulo. Durante as ações, o ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, foi preso após ser alvo de mandado de prisão preventiva.
Marin havia sido procurado na primeira fase da operação, mas não foi localizado naquela ocasião. Segundo a defesa, ele obteve habeas corpus posteriormente. O advogado Daniel Campagnollo declarou que ainda não teve acesso aos autos do processo e vai se manifestar após análise dos documentos.
Medida cautelar atinge secretária de Finanças de Itu
A quarta etapa da operação também atingiu a secretária de Finanças de Itu, Monis Márcia Soares, que passou a usar tornozeleira eletrônica como medida cautelar determinada pela Justiça. A Prefeitura de Itu afirmou que a investigação não envolve atos da atual administração, mas anunciou a exoneração da secretária em decorrência do caso.
Mandados cumpridos nas cidades do interior paulista
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e uma medida cautelar de monitoramento eletrônica em municípios como Sumaré, Campinas, Jundiaí, Americana e Itu. A Justiça autorizou ainda o afastamento de servidores públicos e o bloqueio de bens dos investigados.
A investigação foca em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025, com análise de movimentações financeiras suspeitas que podem apontar tentativas de ocultação de valores desviados de recursos públicos.
Fraudes em contratos educacionais na mira da PF
A Operação Coffee Break é realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para apurar possíveis fraudes e desvio de recursos públicos na compra de materiais educacionais para escolas públicas, principalmente relacionados à empresa Life Tecnologia Educacional Ltda., de Piracicaba.
Os contratos em questão envolvem aquisição de kits de robótica, plataformas educacionais e materiais pedagógicos. Segundo a PF, há indícios de que os processos licitatórios foram direcionados para favorecer a empresa, com editais restritivos e suspeitas de superfaturamento, com preços até 35 vezes maiores que o valor de mercado.
Os valores recebidos teriam sido transferidos para empresas de fachada controladas por doleiros, que operacionalizariam lavagem de dinheiro e pagamento de propinas. As transferências em espécie recebiam o codinome “café”, dando origem ao nome da operação.
Contratos movimentam cerca de R$ 111 milhões
O montante movimentado pela Life Tecnologia Educacional em contratos com prefeituras das regiões de Campinas e Piracicaba chega a R$ 111 milhões. A Prefeitura de Hortolândia declarou que seus contratos seguiram a legislação vigente.
Histórico e investigados da Operação Coffee Break
A primeira fase da operação, em novembro do ano passado, cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis prisões preventivas, envolvendo nomes como o proprietário da Life Tecnologia Educacional, André Gonçalves Mariano, e o então secretário de Educação de Hortolândia, Fernando Gomes de Moraes.
Também foram presos o doleiro Eduardo Maculan, o empresário Abdalla Ahmad Fares e o vice-prefeito de Hortolândia, Carlos Augusto César, conhecido como Cafu César, que teria recebido cerca de R$ 2,5 milhões em propina.
Outros investigados incluem Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontada como lobista no esquema, e Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos do presidente, acusado de servir como intermediador político e receber pagamentos da empresa investigada.
Entenda a Operação Coffee Break
A Operação Coffee Break apura crimes de corrupção, fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados à compra de materiais educacionais feitas por prefeituras do interior paulista. Caso comprovadas, as penas podem chegar até 60 anos de prisão, dependendo da participação de cada envolvido.
Perguntas frequentes
O que investiga a Operação Coffee Break? Apura fraudes em licitações, desvios e lavagem de dinheiro na compra de materiais educacionais no interior de SP.
Quem foi preso na nova fase da operação? O ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin.


