Quarta fase da operação da Polícia Federal investiga esquema em licitações da Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025.
A quarta fase da Operação Coffee Break, conduzida pela Polícia Federal, avançou nas investigações sobre suspeitas de fraude em licitações da Secretaria de Educação de Sumaré. A operação apura um possível esquema envolvendo servidores públicos e empresários em contratos firmados entre 2021 e 2025.
Entre os alvos da ação está Monis Marcia Soares, então secretária de Finanças de Itu, que passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça. A Prefeitura de Itu informou que ela foi exonerada do cargo na quinta-feira (12).
Investigação tem origem em contratos da Educação de Sumaré
Segundo a Polícia Federal, o foco da operação são contratos e processos licitatórios da Secretaria de Educação de Sumaré realizados nos últimos anos.
Os investigadores apuram possíveis irregularidades envolvendo:
- direcionamento de licitações
- pagamento de propina
- movimentações financeiras suspeitas
As análises incluem também transações que podem indicar tentativa de ocultação de recursos públicos desviados.
Ex-secretário de Educação de Sumaré foi preso
Durante esta fase da operação, a Polícia Federal também prendeu preventivamente José Aparecido Ribeiro Marin, conhecido como “Zinho”, que atuou como secretário de Educação de Sumaré.
Segundo as investigações, ele teria participação no esquema investigado.
Monis Marcia Soares também já integrou a administração municipal de Sumaré. Durante a gestão do ex-prefeito Luiz Dalben, ela ocupou o cargo de secretária de Administração, atuando na estrutura do governo municipal.
Mandados foram cumpridos em cinco cidades
Nesta etapa da operação, a Polícia Federal realizou ações em diferentes municípios da região.
Foram cumpridos:
- 10 mandados de busca e apreensão
- 1 mandado de prisão preventiva
- 1 medida cautelar com uso de tornozeleira eletrônica
As diligências ocorreram nas cidades de:
- Sumaré
- Itu
- Campinas
- Jundiaí
- Americana
Crimes investigados podem somar até 60 anos de prisão
De acordo com a Polícia Federal, os investigados podem responder por diversos crimes relacionados à administração pública.
Entre eles estão:
- corrupção ativa e passiva
- peculato
- fraude em licitação
- lavagem de dinheiro
- organização criminosa
Caso condenados, as penas somadas podem chegar a até 60 anos de prisão, dependendo da participação de cada envolvido.
Origem do nome da operação
O nome Operação Coffee Break surgiu a partir da análise de mensagens encontradas pelos investigadores. Segundo a Polícia Federal, a palavra “café” era utilizada como código para indicar pagamentos de propina entre os envolvidos.
Fonte: G1.globo.com

