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Procon Sumaré divulga pesquisa de preços de produtos da Semana Santa e orienta consumidores

O Procon de Sumaré divulgou levantamento de preços de produtos tradicionalmente consumidos durante a Semana Santa e a Páscoa, com o objetivo de orientar os consumidores e alertar sobre as variações praticadas no comércio local.

A pesquisa abrangeu itens como ovos de Páscoa, azeite de oliva e bacalhau, considerados de alta demanda neste período. Entre os chocolates mais procurados pelos consumidores estão marcas consolidadas como Lacta (Diamante Negro e Sonho de Valsa), Nestlé (KitKat, Alpino e Charge), Garoto (Serenata de Amor e Baton) e Ferrero Rocher.

De acordo com o levantamento, os preços dos ovos de Páscoa variam conforme o peso e a categoria. Os produtos econômicos, entre 150g e 220g, custam de R$ 45 a R$ 70. Já os intermediários, entre 220g e 350g, variam de R$ 70 a R$ 120. Os itens premium, com peso entre 300g e 400g, têm preços a partir de R$ 120.

O órgão alerta que um mesmo produto pode apresentar variação superior a 30% entre diferentes estabelecimentos, influenciada por fatores como localização, tipo de comércio — supermercados ou lojas especializadas — e a proximidade da data da Páscoa. Além dos chocolates, o Procon também analisou itens essenciais para a Semana Santa.

No caso do azeite de oliva (500 ml), os preços variam entre R$ 30 e R$ 60, com média estimada de R$ 45, representando uma diferença de até 100% entre o menor e o maior valor. Apesar de uma recente redução média de 15% a 25% nos preços, ainda há grande dispersão entre os pontos de venda. Já o bacalhau apresenta variações significativas conforme a espécie.

O tipo Saithe/Ling foi encontrado entre R$ 50/kg e R$ 80/kg, enquanto o Zarbo varia de R$ 70/kg a R$ 120/kg. O bacalhau legítimo, Gadus morhua, pode custar entre R$ 150/kg e R$ 220/kg. Considerando todas as categorias, a variação entre produtos pode ultrapassar 300%, enquanto dentro da mesma categoria chega a até 71%. O Procon ressalta que produtos importados, como azeite e bacalhau, sofrem influência direta da variação cambial, o que impacta o preço final ao consumidor.

Com base no Código de Defesa do Consumidor, o órgão reforça que o preço informado na prateleira deve ser o mesmo cobrado no caixa, os produtos devem apresentar informações claras sobre peso e composição, e eventuais brindes precisam corresponder exatamente ao anunciado.

Entre as principais orientações, o Procon recomenda pesquisar preços em diferentes estabelecimentos, comparar valores entre lojas físicas e online, verificar o peso real dos produtos — já que embalagens podem induzir ao erro — e sempre exigir a nota fiscal. Também é importante observar a data de validade, a integridade da embalagem e as condições de armazenamento.

O secretário municipal de Controle Interno e Transparência, Alisson Chuma, destacou a importância do levantamento. “A pesquisa de preços é uma ferramenta essencial para o consumidor. Ao se informar previamente, é possível evitar abusos, fazer escolhas mais conscientes e garantir uma economia significativa, especialmente em períodos de maior consumo, como a Semana Santa”, afirmou. 

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