Criada em maio de 2025, a Secretaria da Mulher e da Família de Sumaré vem consolidando, em menos de um ano de atuação, uma rede de apoio e acolhimento voltada à proteção e ao fortalecimento das mulheres no município.
Inédita na história da cidade, a pasta tem desenvolvido políticas públicas específicas para o enfrentamento da violência de gênero, ampliando canais de denúncia e oferecendo suporte especializado às vítimas.
Em dez meses de funcionamento, a secretaria estruturou um atendimento com equipe multidisciplinar, garantindo acolhimento humanizado às mulheres que buscam ajuda. O serviço atende diariamente mulheres de todas as faixas etárias e condições sociais, oferecendo orientação, encaminhamentos e acompanhamento nos casos de violência.
Além do atendimento direto, a pasta também intensificou ações de conscientização e prevenção. Entre as iniciativas estão campanhas educativas e participação em eventos públicos, como o Tenda Lilás, espaço voltado à orientação, acolhimento e incentivo à denúncia de casos de assédio e violência contra mulheres.
Outro avanço importante é a implementação de ferramentas tecnológicas de proteção, como o aplicativo do Botão do Pânico, desenvolvido para oferecer mais segurança às vítimas e permitir acionamento rápido das autoridades em situações de risco.
De acordo com a secretária da Mulher e da Família, Fernanda Pusch, o fortalecimento das políticas públicas e o aumento das denúncias são fundamentais para combater a violência e garantir proteção às mulheres. “A denúncia é um passo fundamental para romper o ciclo da violência. Muitas mulheres ainda enfrentam medo ou insegurança para buscar ajuda, e o nosso papel é justamente mostrar que elas não estão sozinhas. A secretaria foi criada para acolher, orientar e garantir que cada mulher tenha acesso à proteção e aos seus direitos”, destacou.
Segundo a secretária, o crescimento no número de denúncias não significa necessariamente aumento da violência, mas sim maior confiança das vítimas na rede de apoio do município. “Quando as mulheres percebem que existe um espaço seguro para falar, elas passam a denunciar. Isso é resultado de políticas públicas sérias, de campanhas de conscientização e de um trabalho permanente de acolhimento”, completou.

