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Sumaré capacita mais de 100 profissionais de saúde sobre prevenção e controle da esporotricose

A Secretaria Municipal de Saúde de Sumaré, em parceria com a Atenção Primária à Saúde e a Vigilância em Zoonoses, promoveu, na última quarta-feira (26), uma capacitação sobre esporotricose. O encontro ocorreu em dois períodos, na Sala de Conferências do Centro Administrativo de Nova Veneza, e reuniu mais de 100 profissionais, entre enfermeiros, agentes comunitários de saúde e gerentes das USFs (Unidades de Saúde da Família).

O treinamento foi ministrado pela médica-veterinária da Vigilância em Zoonoses, Jéssica Rocha, que apresentou informações sobre dados epidemiológicos, transmissão, manifestações clínicas em humanos e animais, controle, prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

A capacitação teve como objetivo ampliar o conhecimento das equipes de saúde, fortalecer as ações de prevenção e controle da esporotricose e aprimorar a identificação e o encaminhamento de casos, com foco na proteção da saúde da população e dos animais.

“A capacitação fortalece a atuação das equipes de saúde e melhora a eficiência no diagnóstico precoce dos casos. A partir desse conhecimento, os profissionais poderão orientar melhor as famílias, identificar situações suspeitas e encaminhar os pacientes para o atendimento adequado. O trabalho integrado entre os serviços é fundamental para o controle da doença no município”, destacou a secretária adjunta de Saúde, Denise Barja.

Após a capacitação, as equipes de saúde realizarão ações nos territórios, com orientações aos moradores e busca ativa de casos suspeitos e confirmados da doença.

A esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo complexo fúngico Sporothrix. O fungo está presente no ambiente, em matéria orgânica em decomposição, flores e troncos de árvores.

O gato doméstico é o principal reservatório e responsável pela transmissão ao ser humano. O contágio pode ocorrer por meio de arranhões, mordidas ou contato com lesões de animais infectados.

Em 2026, Sumaré recebeu 16 notificações de suspeita de esporotricose humana. Desse total, três casos foram confirmados. Em 2025, o município registrou 24 notificações, das quais 13 tiveram diagnóstico positivo.

No caso de gatos, Sumaré registrou, até o momento, 112 notificações de esporotricose em 2026.

As Vigilâncias Epidemiológica e em Zoonoses acompanham a situação de forma permanente e intensificam as ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e controle da doença, tanto em humanos quanto em animais.

A Secretaria de Saúde orienta a população a procurar atendimento veterinário ao identificar lesões suspeitas em gatos. Pessoas que apresentem sintomas compatíveis com a doença após contato com animais infectados devem procurar uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce favorece o sucesso do tratamento e contribui para reduzir a transmissão.

Fluxo de atendimento para animais

O atendimento aos animais ocorre por meio de um fluxo integrado entre os serviços municipais. A Unidade de Vigilância de Zoonoses é responsável pelo monitoramento da doença, mapeamento das áreas com registros de casos, realização de exames diagnósticos, notificações e fornecimento da medicação.
A Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal realiza as consultas veterinárias, a coleta de exames e o acompanhamento clínico dos animais.

Fluxo de atendimento para casos humanos

A Secretaria Municipal de Saúde também implantou um fluxo padronizado para garantir o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento dos casos suspeitos de esporotricose humana.

As unidades de saúde fazem a avaliação clínica dos pacientes com suspeita da doença, realizam a notificação por meio da ficha específica de Esporotricose Humana e encaminham o caso à Vigilância Epidemiológica.

Após a notificação, é realizada a coleta de material biológico por swab para confirmação laboratorial. A Vigilância Epidemiológica providencia o recolhimento da amostra e o envio ao laboratório de referência. 

O médico responsável pelo primeiro atendimento encaminha o paciente ao CRESSER (Centro de Referência em Saúde Sexual e Reprodutiva), onde ocorre a dispensação da medicação e o acompanhamento, quando necessário, com médico infectologista.

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